quarta-feira, outubro 5


Quero-te ao meu lado.
Hoje lembrei-me de mim. Falei comigo. E descobri-me. Lembrei-me de mim. É engraçado, mas não tem piada nenhuma, como ao longo deste tempo me esqueci de mim próprio e me dediquei a coisas que neste momento nem sei especificar. Dei-me demais aos outros e para quê?
Tu fazes-me lutar.
Lembrei-me de mim, ou da ideia de me ter esquecido de mim próprio e, de repente, verti uma lágrima. Ela mostrou-me que quanto mais tempo eu decidisse desprezar-me, mais destas iriam sair. Então decidi olhar para dentro e perguntei-me se precisava de alguma coisa. O meu subconsciente respondeu: quem nada tem, nada precisa.
Nunca te vou largar.
Não vejo a lua.
Fica comigo, por favor.
Estará lua cheia?
Prometo.
Há pouco estava cor-de-laranja.
.
Prometi a mim próprio que me amaria, independentemente de qualquer coisa.
Falei-me e percebi que preciso de conforto.
Adoro acordar ao teu lado.
Não queria, mas preciso. E não sei onde o encontrar.
És meu, ouviste?
Na verdade até sei, mas tenho medo de avançar. De mais uma vez borrifar nesta tela que absorveu rios de mágoas e que no entanto sempre suportou mais tinta ainda.
És uma pessoa espectacular, mas não vai resultar. Lamento.
A lua continua sem aparecer.

até breve,
rodolfo freitas

Sem comentários:

Enviar um comentário